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VITAIS PARA O ECOSSISTEMA, FUNGOS ESTÃO SOB AMEAÇA
O reino Fungi - segundo maior reino de seres vivos, depois dos animais - está em um momento de destaque. Não porque sirva como espinha dorsal de ecossistemas saudáveis, mas porque está em risco. Pela primeira vez na história, mais de mil espécies de fungos foram adicionadas à Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), frequentemente chamada de "Barômetro da Vida".
Como muitos organismos, essas espécies de fungos - que representam apenas uma pequena fração daquelas que se acredita existirem - estão em risco devido a uma combinação de fatores, incluindo desmatamento, desenvolvimento urbano e toxinas. "Os fungos são especialmente vulneráveis à poluição, principalmente por fertilizantes e emissões de combustíveis fósseis", disse Lynne Boddy, especialista em ecologia fúngica da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.
Ela afirma que protegê-los exige ações direcionadas, porque eles têm "necessidades específicas e devem ser considerados de acordo com suas próprias características nos esforços de Conservação, e não apenas agrupados com outros organismos". Mas nem sempre é fácil conscientizar as pessoas sobre os fungos - que muitas vezes são vistos como ingredientes de pizza, na forma de cogumelos, ou um complemento indesejado para uma parede úmida, em se tratando de mofo.
"Muitos se importam com os animais, principalmente se forem organismos fofinhos e amigáveis com os quais as pessoas têm alguma afinidade, como os pandas", disse Boddy, acrescentando que a maioria dos fungos não tem esse efeito emotivo. "Talvez os humanos não consigam se apegar a eles", acrescenta.
A expectativa de vida aumentou, o que pode contribuir para uma percepção mais tardia do início da velhice. Além disso, alguns aspectos da saúde melhoraram ao longo do tempo, de modo que pessoas de uma determinada idade que eram consideradas velhas no passado podem não ser mais hoje", diz Wettstein.
Os fungos podem não ganhar concursos de fofura, mas desempenham um papel importante na manutenção da coesão de toda a teia da vida, dependendo do tipo, os fungos são encontrados em diversos ambientes: do solo e florestas a lagos de água doce, ecossistemas marinhos e até mesmo na pele humana.
Os fungos micorrízicos sustentam ecossistemas florestais, ajudando as plantas a trocar nutrientes, água e até mesmo informações, formam relações simbióticas com as raízes da maioria da flora e são essenciais para o crescimento de até 90% das espécies de plantas.
Em outras palavras: “A vida na Terra depende de fungos", disse Gregory M. Mueller, cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, nos EUA. Eles também são essenciais para a morte na Terra. Conhecidos como recicladores da natureza, eles desfazem madeira morta ou em decomposição, folhas e outras matérias vegetais. "Sem eles, estaríamos soterrados sob montes de lixo orgânico", disse Mueller, que lidera os programas de fungos da IUCN e contribuiu para a recente Lista Vermelha.
Embora florestas e pastagens sejam geralmente consideradas reservas de carbono, são os fungos que ajudam a capturar o carbono no solo. Mueller afirmou que os fungos são "essenciais para o sequestro de carbono a longo prazo, o processo de retenção de carbono para que não contribua para o aquecimento global. Sem eles, a mudança climática seria muito pior", afirmou o especialista.
Os fungos micorrízicos são responsáveis por armazenar até um terço das emissões globais anuais de combustíveis fósseis no solo. O que os torna a "instalação" de armazenamento de carbono mais eficiente do mundo.
Ao mesmo tempo, os fungos são afetados pelas mudanças climáticas, em grande parte por meio de alterações nos níveis de hidratação. Mueller cita o exemplo do Brasil, onde as florestas nubladas em montanhas dependem de certos níveis de umidade, que vêm diminuindo paralelamente às mudanças nos padrões de precipitação.
Ele afirma que isso não apenas altera o habitat, mas "afeta as plantas das quais os fungos dependem; elas secam e impedem que os fungos completem seu ciclo de vida". Um mundo sem fungos não só se tornaria menos propício à vida humana devido ao aumento das temperaturas globais e aos eventos climáticos extremos relacionados, como também as árvores e as plantações cresceriam mais fracas, mais lentamente e se tornariam mais vulneráveis a doenças e à seca.
E isso impactaria a disponibilidade de alimentos e medicamentos. Cerca de 40% dos medicamentos modernos no mundo ocidental são derivados de plantas. Entre eles, por exemplo, a galantamina derivada de Galanthus nivalis, para tratar a doença de Alzheimer, ou a composto apomorfina, um composto semissintético extraído da morfina, papaver somniferum, usado para tratar a doença de Parkinson. Os fungos são uma parte tão integral da teia da vida que , se desaparecessem, a maioria das formas de vida, incluindo os humanos, não sobreviveria. [..]
CHAIKA, Anna. Vitais para o sob ameaça. Artigo ecossistema, fungos estãoWelle Brasil. publicado na página da Deutsche Adaptado.<https://www.dw.com/pt-br/vitais-para-o-ecossistemaabril fungos-estão-sob-a
Segundo o texto, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE contradição central envolvendo a percepção pública e a importância ecológica dos fungos.
Embora sejam pouco estudados, os fungos são a maior fonte de proteínas vegetais consumidas no mundo.
apesar de não despertarem empatia nas pessoas, os fungos são essenciais para a manutenção dos ecossistemas e do equilíbrio climático.
Mesmo sendo tóxicos, os fungos são usados como principais ingredientes em pratos internacionais, como pizzas.
Os fungos são vistos como vilões ambientais, mas causam pouco impacto negativo na vida humana
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