Conhecimentos Específicos: Prof. História - CONSULPAM 2025 - Professor de Ensino Fundamental - História
Sidney Chalhoub, em seu livro Machado de Assis Historiador, afirma que o Brasil imperial, em meados do século XIX, oferecia ao mundo o curioso espetáculo de um país no qual todos condenavam o trabalho escravo, mas quase ninguém queria dar um passo para viver sem ele! O isolamento internacional do país, último "baluarte da escravidão", foi um dos fatores cruciais para o início dos debates políticos sobre a emancipação.
Fonte: Chalhoub, Sidney. Machado de Assis Historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. (Adaptado).
Sobre os debates políticos acerca da abolição da escravidão, pode-se AFIRMAR que:
As discussões em torno da necessidade de abolir o comércio de escravos eram, de maneira geral, Consensuais para os estadistas brasileiros, pois considerava-se inconcebível a interferência da Inglaterra, maior potência da época, em interesses nacionais.
A rebeldia e a violência escrava na podem ser consideradas como marcas da contribuição ativa dos próprios escravizados para a desorganização e extinção da escravidão brasileira. Isso porque suas ideias de liberdade, com frequência, se chocavam com a visão gradualista do abolicionismo oficial.
Mesmo mobilizando uma retórica favorável ao fim da escravidão, muitos homens públicos e juristas não consideravam conveniente que a emancipação fosse encaminhada por meio de medidas legais. Temia-se que a implementação de leis, que favorecessem os escravos, colocasse em risco a disciplina nas fazendas.
Tanto o movimento abolicionista quanto o contra movimento escravista e o governo, rechaçavam o repertório de experiências internacionais para lidar com a escravidão. As experiências abolicionistas dos estados unidos e das colônias espanholas não eram levadas em consideração nas discussões entre homens públicos e juristas em torno do fim do trabalho servil no Brasil.
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