Conhecimentos Específicos: Prof. História - CONSULPAM 2025 - Professor de Ensino Fundamental - História
Durante o período imperial brasileiro, uma série de revoltas e movimentos sociais eclodiram por todo território nacional marcando uma multiplicidade de acontecimentos que revelavam uma sociedade complexa em sua configuração e interesses.
Sobre os movimentos contestatórios do Brasil Império pode-se AFIRMAR que:
O Primeiro Reinado foi marcado por rebeliões e revoltas, tais como a Revolução de 1817, a da Pedra do Rodeador (1820) e, posteriormente, a Confederação do Equador (1924) 'Movimentos sem participação popular, caracterizados por disputas pelo poder político local e por representação mais ampla nos aparelhos do Estado.
Durante a Regência, revoltas como a Cabanagem no Pará, a Sabinada baiana, a Balaiada maranhense e a Farroupilha no Rio Grande do Sul, estavam ligadas às dificuldades da vida cotidiana e às incertezas da organização política da época, não apresentando nenhum tipo de projeto separatista.
O Periodo Regencial contou com inúmeras rebeliões escravas: Carrancas, no Rio de Janeiro; Malês, na Bahia Manoel Congo, em Minas Gerais. Essas revoltas coletivas representaram a forma mais radical de contestação da escravidão. Nem todas almejavam a destruição do regime escravocrata. Muitas buscaram apenas corrigir excessos de tirania senhorial, diminuir até um limite tolerável à opressão, reivindicando beneficios especificos ou punindo feitores e senhores particularmente tirânicos.
O Ronco da Abelha ou Guerra dos Marimbondos, Quebra-Quilos e o Motim do Vintém foram movimentos contestatórios do Segundo Reinado. momento em que, para uma parte dos estudos historiográficos, a imagem de tranquilidade era acentuada em comparação com as diversas rebeliões que marcaram o período regencial.
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