Português - Instituto Legatus 2025 - Professor Fundamental I / Polivalente
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Químico da USP estudou até com ganhador do Nobel: ‘Espero que um dia não precisemos mais de cotas’
O professor José Tiago Menezes Correia enxerga mais do que reações químicas e novas possibilidades para as moléculas quando entra no laboratório. O baiano de Salvador vê caminhos para uma ciência mais diversa. Como docente do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Correia acredita que a diversidade racial não apenas transforma a universidade, mas pode expandir o próprio horizonte científico do País.
“Quando a participação na geração de conhecimento acadêmico é esmagadoramente limitada a uma parcela da população, deixando de fora os representantes de 55% dela, muito se perde”, diz o professor de Química Orgânica.
Ele é um dos docentes que entraram pelo sistema de cotas para o ingresso de professores, que existe na USP desde 2023. “Independentemente da cor da pele e das origens, os professores têm formação e experiências singulares. Portanto, eles enxergarão a ciência de formas distintas que, combinadas, vão enriquecer bastante o ambiente acadêmico”, completa. A convivência com professores de diferentes grupos étnicos ajuda a combater estereótipos. A diversidade no corpo docente desafia a ideia de que certos espaços, como as universidades e os cargos de gestão, são “lugares de não-negros”, promovendo um letramento racial mais amplo em toda a comunidade acadêmica.
Por Gonçalo Junior 20/11/2025 (adaptado). Disponível em https://www.estadao.com.br/educacao/ acesso em 20 de novembro de 2025.
O argumento central do professor José Tiago Menezes Correia sobre a contribuição da diversidade racial para a ciência relaciona-se, no âmbito do letramento racial, à ideia de que o(a)
pluralidade de experiências e perspectivas raciais amplia o repertório cognitivo e epistemológico, permitindo formas distintas de interpretar e produzir conhecimento.
presença de diferentes grupos étnicos na universidade garante automaticamente equidade de resultados acadêmicos e científicos.
diversidade racial decorre principalmente da adoção de currículos comuns, possibilidade que reduz as desigualdades raciais por si só.
ampliação da participação de docentes negros reorganiza a hierarquia científica, substituindo modelos tradicionais por epistemologias homogêneas.
estimulação para a diversidade racial é suficiente para eliminar estereótipos, eximindo a necessidade de ações pedagógicas relacionadas ao letramento racial.
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