Português - Instituto Legatus 2020 - Técnico em Radiologia
TEXTO
(...)
Muitas pessoas adiam tarefas, com base nos seguintes argumentos, em síntese: a) a tarefa é assustadora ou desagradável b) o dever de executá-la de alguma forma vai embora c) não há um ponto por onde começar d) a tarefa não se conecta ao meu real propósito de vida.
Infelizmente, a maioria das tarefas que geram esse tipo de reação não “se desfaz” com o simples passar do tempo. Os deveres permanecem por fazer e tendem a ocupar um espaço significativo em nossa mente, o que intensifica as sensações de culpa, medo e distração.
De forma alternativa, a maioria das pessoas espera que a sensação de pressão psicológica esteja em vigor, antes de começar a adotar qualquer medida para resolver a situação.
Em muitos casos, elas começam a execução de tarefas de alto nível no “último” minuto, porque acreditam que trabalham melhor dessa forma, ou seja, quando se sentem pressionadas por prazos exíguos.
Bem, você já deve ter percebido que nas ocasiões em que um prazo está muito próximo de se encerrar ou há perigo de constrangimento público, uma parte do cérebro, ligada à tomada de decisões, de repente, reage, como uma espécie de “monstro do pânico”, apto a auxiliar, de modo hiperfocado, na concretização de qualquer tarefa.
A possibilidade de ser penalizado de alguma forma impacta tão profundamente o cérebro, que tudo o que vinha sendo adiado há dias ou meses, tem que ser resolvido às pressas, com o sacrifício de noites de sono, passeios de fim de semana e garrafas de café.
Mas o fato curioso é que alguns estudiosos no campo da neuropsicologia afirmam que procrastinadores com estilo de resposta similar ao mencionado, de algum modo, têm motivos para se sentirem otimistas.
Afinal, quando se trata do referido desvio comportamental, existem níveis de gravidade a serem considerados. Explica-se.
É preciso esclarecer que há pessoas que sequer respondem aos estímulos estressantes. Para elas inexiste o Monstro do Pânico, (figura usada para ilustrar como o cérebro pressiona um procrastinador a agir rapidamente). Nos momentos de desespero, elas entram em um estado de desligamento autoaniquilador.
O professor Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia define tal estado como “desamparo aprendido”, caracterizado pela tendência do indivíduo de se comportar como se fosse impotente e, consequentemente, incapaz de responder às oportunidades de melhorar as circunstâncias.
(SOARES, Liliam. PROCRASTINAÇÃO: Guia científico sobre como parar de procrastinar. Disponível em ebookKindlle: https://bityli.com/dO1Cy)
Um texto deve manter seus elementos ligados entre si como forma de assegurar sua coesão. Sendo assim, existem várias formas de manutenção da coesão textual. Considerando esse aspecto, é correto afirmar, sobre o trecho destacado, que
o termo “os deveres” foi utilizado para evitar a repetição de “tarefas”. Neste caso, “deveres” é um hipônimo de “tarefas”.
os termos “nossa mente” e “a maioria das pessoas”, são utilizados para referir-se à autora como parte da situação discutida. Essa técnica é uma forma de coesão sequencial, denominada de substituição de palavras.
As expressões “infelizmente” e “intensifica” mantêm uma relação de antonímia na estrutura desse texto, bem como as expressões “medo” e “vigor”.
Em” Os deveres permanecem por fazer e tendem a ocupar um espaço significativo em nossa mente, o que intensifica as sensações de culpa” aparece caso de elipse, mas não há caso de retomada pronominal.
Na expressão “(...)antes de começar a adotar qualquer medida para resolver a situação.” o pronome “qualquer” é utilizado para fazer referência a um termo já mencionado.
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