Conhecimentos Específicos: Prof. História - CONSULPAM 2024
Leia com atenção os textos a seguir:
TEXTO I
Não nos esqueçamos de que a condição de assalariado, que hoje ocupa a grande maioria dos ativos e a que está vinculada a maior parte das proteções contra os riscos sociais, foi, durante muito tempo, uma das situações mais incertas e, também, uma das mais indignas e miseráveis. Alguém era um assalariado quando não era nada e nada tinha para trocar, exceto a força de seus braços.
CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social — uma crônica do salário. Tradução de Iraci D. Poleti. 3ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 21.
ТЕХТО II
[...] A imagem da relação patrão-empregado geralmente veiculada pelas classes dominantes brasileiras na República Velha era de que esta relação se assemelhava em muitos aspectos à relação entre pais e filhos. O patrão era uma espécie de "juiz doméstico" que procurava guiar e aconselhar o trabalhador, que, em troca, devia realizar suas tarefas com dedicação e respeitar o seu patrão.
CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores do Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Unicamp, 2001.
Ao compararmos os dois textos que problematizam o contexto de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, a construção da imagem descrita nos textos aponta:
A remediação dos reveses econômicos sofridos pelas elites em função da abolição sem a justa indenização pelos escravos perdidos.
A contenção da execução das leis trabalhistas obtidas pelos operários nos primeiros governos militares durante a República da Espada.
A distinção da esfera pública e do espaço privado nas relações de trabalho para aumentar a produtividade dos trabalhadores urbanos.
O esgotamento dos conflitos inerentes a uma relação fundamentada na desigualdade entre seus participantes.
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