Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) 2025 - Biologia
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que a temperatura média global já aumentou aproximadamente 1,1 °C desde a era pré-industrial, com tendência de aceleração nas próximas décadas caso não haja redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. Estudos recentes mostram que, no Brasil, a ocorrência de ondas de calor aumentou 77% entre 1980 e 2020, enquanto períodos de seca severa se tornaram mais longos e frequentes em diferentes biomas, afetando ecossistemas terrestres e aquáticos. Em áreas de floresta tropical, as alterações no regime de chuvas afetam a disponibilidade hídrica e a produtividade primária, comprometendo serviços ecossistêmicos como a regulação climática e a manutenção da biodiversidade.
Além dos impactos diretos sobre a fauna e a flora, eventos extremos alteram cadeias alimentares, reduzem a resiliência ecológica e favorecem a ocorrência de queimadas de grandes proporções. A ciência atribui esses fenômenos principalmente ao aumento da concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), resultante da queima de combustíveis fósseis, desmatamento e intensificação da agropecuária.
Considerando as informações apresentadas e o conhecimento sobre a relação entre mudanças climáticas e ecossistemas, é correto afirmar que os impactos descritos estão relacionados:
ao aumento da cobertura vegetal em áreas urbanas e zonas costeiras, que intensifica a absorção de calor pela superfície.
à diminuição da emissão de gases poluentes no período industrial recente, desacelerando o aquecimento global.
à intensificação do efeito estufa causada por atividades humanas, especialmente pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento.
ao aumento da fotossíntese e da umidade em regiões tropicais, elevando a frequência de fenômenos climáticos extremos.
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