Português - FCC 2026 - Gestor Governamental
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Que são é a que servem as “terras raras"?
Volta e meia alguém faz referência a “terras raras” como uma fonte importante de riquezas a ser explorada por um país, de alto valor funcional e comercial. A denominação é bastante imprecisa: não se trata propriamente de terras, e também não ocorrem com tanta raridade. O que se passou a chamar de “terras raras” são na verdade óxidos metálicos, elementos químicos que se encontram em áreas de terra; não são propriamente raros, e o que é de falo raro é se concentrarem densamente numa mesma região, permitindo assim condições para sua coleta, processamento e vantajosa exploração econômica.
Smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos, computação em nuvens: vivemos em uma era de tecnologias digitais, movidas por equipamentos complexos. Sua produção demanda materiais com propriedades funcionais específicas, obtidas de recursos naturais cada vez mais diversos. Entre essas matérias-primas, há o grupo particular de elementos químicos que passaram a ser denominados “terras raras”.
Hoje se sabe que são bastante abundantes, mas inicialmente foram identificados em baixa concentração em amostras de minérios escassos — ou raros — na Suécia. Não costumam ser encontrados isolados na natureza, mas sim associados entre si e com outros elementos, o que dificulta sua separação. Foram isolados pela primeira vez na forma de compostos com oxigênio, não como metais puros.
O Brasil detêm grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos. O país também não possui a capacidade de fabricação de um componente central de inúmeros produtos e processos de alta tecnologia. Cobiçados por sua inestimável! importância operacional, constituem matéria-prima de alto valor estratégico, sobretudo quando se pensa nos avanços da tecnologia de ponta. Por isso está-se promovendo em nosso país um esforço de pesquisa e desenvolvimento para tentar suprir as lacunas que impossibilitam um aproveitamento pleno dessa riqueza natural capaz de permitir e multiplicar avanços nesse estágio de alta tecnologia que tantos benefícios oferece à capacidade humana de bem aproveitá-los.
(Adaptado de: ALMEIDA, Alexandra Ozorio. São Paulo: Pesquisa Fapesp. Out 2025, n. 356. p. 5)
O Brasil detém grandes reservas, mas não domina o ciclo produtivo desses óxidos metálicos.
O período acima ganha nova, coerente e correta redação nesta outra forma:
Uma vez que não domine o ciclo produtivo desses óxidos metálicos, dispõem-se no Brasil grandes reservas dos mesmos.
O Brasil, que embora não domine o ciclo produtivo, dispõe de tais óxidos nas grandes reservas aonde os detém.
As grandes reservas de cujas o Brasil dispõe, são de óxidos metálicos, mas seu ciclo não está produzindo.
Mesmo que disponha de grandes reservas, o Brasil deixa assim de dominar seu ciclo produtivo desses óxidos metálicos.
Tendo-os em grandes reservas, o Brasil não domina, no entanto, o ciclo produtivo desses óxidos metálicos.
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