Português - Instituto Legatus 2025 - Agente de Combate à Endemias (ACE)
Texto 01
Ser perfeccionista é bom ou ruim?
O perfeccionismo tem uma ótima reputação. Em entrevistas de emprego, é uma das respostas mais comuns para transformar a temida pergunta "Qual é sua fraqueza?" em uma autovalorização disfarçada.
Para muitos, se trata de buscar excelência ou trabalhar incansavelmente para atingir o melhor resultado. Mas o que acontece quando essas expectativas elevadas, e às vezes implacáveis, acabam atrapalhando o próprio progresso?
No trabalho, sente-se a pressão: "Sei que posso errar sem perder o emprego, mas tenho constantemente a sensação de estar a um passo de ser demitida".
Essa ansiedade é comum entre os perfeccionistas, explica a psicóloga da saúde Sula
Windgassen. No podcast Complex, da BBC Sounds, ela afirma: "A baixa autoestima tende a andar de mãos dadas com o perfeccionismo porque existe esse medo de falhar".
Esse medo de errar frequentemente alimenta a procrastinação. O perfeccionismo pode estar ligado à personalidade, mas também é influenciado por experiências na infância, pela escola e pelas expectativas dos pais, que moldam o que cada um considera "bom o suficiente".
Embora o perfeccionismo não seja um diagnóstico clínico, seus efeitos são muito reais — provocando ansiedade, cansaço e até sintomas físicos ligados ao estresse, como queda na imunidade. Especialistas dizem, no entanto, que é possível que se quebre o ciclo. Windgassen recomenda iniciar o que é conhecido em psicologia como um "experimento comportamental".
Ele começa por se questionar o que acha que acontecerá se o resultado não for perfeito, anotando as previsões e, sem seguida, testá-las na prática.
O resultado foi tão ruim quanto imaginava? Que aspectos positivos surgiram dessa nova abordagem? Talvez, por exemplo, conseguir dormir às 22h em vez de 1h, e se sentir mais descansado. Nem todo perfeccionismo é prejudicial. Uma forma, chamada de perfectionistic striving (busca perfeccionista, em tradução livre), foca-se em estabelecer metas pessoais ambiciosas.
Quando essas metas podem ser ajustadas conforme mudanças de circunstâncias, causam menos estresse e tendem a gerar resultados positivos, como um atleta que diminui o treinamento durante uma lesão.
Texto de Hannah Karpel (adaptado de BBC NEWS BRASIL), publicado em 20 de novembro de 2025. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/ acesso em 25 de nov. 2025
O excerto final, que faz uma referência ao perfectionistic striving, modifica a compreensão do leitor sobre o tema, uma vez que
reforça o caráter patológico do perfeccionismo, classificando-o como transtorno mental reconhecido.
relativiza a ideia de que o perfeccionismo é predominantemente prejudicial, apresentando uma modalidade flexível e adaptável.
demonstra que somente atletas conseguem aplicar o perfeccionismo de forma saudável e benéfica.
inverte completamente a perspectiva do texto, concluindo que o perfeccionismo é essencial para o sucesso.
contradiz as explicações anteriores ao negar que expectativas elevadas possam gerar estresse.
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