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Português - Instituto Legatus 2024 - Guarda Municipal

Texto 01

Por que precisamos falar em mobilidade urbana sustentável?

Pense no seguinte cenário: você se programou para ir de ônibus até a região Centro-Sul de Belo Horizonte, mais especificamente ao Espaço do Conhecimento, localizado na Praça da Liberdade. Você calculou o tempo, olhou qual seria a linha (ou as linhas) que você teria que pegar para chegar até lá... mas na hora de ir, alguém próximo a você se oferece para te levar de carro ou você abre algum dos aplicativos de transporte privado e descobre uma superpromoção que

sai ao mesmo valor do ônibus. A resposta é clara, certo? Na grande maioria das vezes, ao se deparar com essa situação, opta-se sem pestanejar pelo transporte individual, tanto por sua comodidade, quanto por seu conforto e segurança.

O transporte público no Brasil é facilmente atrelado a desconforto, riscos à nossa integridade física e material e a longos períodos de espera. O que acaba ficando de fora da equação são os danos ambientais gerados por essa “escolha induzida” pelo transporte individual. Longe de ser um fardo pessoal, entretanto, essa é uma escolha das autoridades, que sob a influência das empresas, especialmente do ramo automobilístico, inviabilizam o transporte público como uma escolha fácil e viável.

Essa história não é de hoje e perdura no Brasil desde os anos 60, quando o avanço da indústria automotiva significou o aumento dos deslocamentos motorizados individuais nas grandes cidades. Além disso, o transporte ferroviário perdeu força e os bondes elétricos foram praticamente extintos. Essas escolhas desencadearam a realidade do trânsito de boa parte das cidades brasileiras hoje: congestionamentos diários e aumento do número de acidentes. [...]

Muitos impactos ambientais estão diretamente ligados ao aquecimento global e às mudanças

climáticas que têm assolado todo o planeta, proporcionando consequências catastróficas para a natureza e o ser humano. Dessa forma, é necessário pensar em um novo modelo de mobilidade, que combine a preocupação socioeconômica e a questão ambiental. É assim que surge a ideia de uma mobilidade urbana sustentável, que recupere os ideais de desenvolvimento sustentável, com uma perspectiva que tem crescido cada vez mais em outras áreas, como a produção de energia e alimentos.

A situação é uma forma importante de pensarmos como, para além de uma escolha individual, a mobilidade urbana sustentável deve ser política – por necessitar de uma mobilização em conjunto do Estado e das empresas. Somente através dessa aliança/movimentação será possível regulamentar o atual uso de veículos e efetivar novas alternativas de locomoção pela cidade, com segurança, facilidade e reduzindo os danos ao meio ambiente.

(Texto desenvolvido durante a disciplina de Produção de Conteúdo para Web, do Departamento de Comunicação Social da UFMG. https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/mobilidade-urbana-sustentavel/ 27 de fevereiro de 2024. Acesso em 13 de junho de 2024.)

O termo “escolha induzida”, quanto aos seus efeitos de sentido, traz como consequência, conforme o texto,

obrigatoriedade de se usar transporte público, diariamente, para deslocamento ao trabalho.

impulso coletivo ao fazer uso de outro transporte que não o público pela inviabilidade de horário.

arbítrio individual motivado pela pressa obrigatória de chegar ao destino, nas grandes cidades.

iniciativa imposta às pessoas pelo transporte individual em detrimento da ineficácia do transporte público.

condicionamento que leva as pessoas de grandes cidades a abandonarem o transporte popular.

A alternativa correta é a letra B. Esta questão avalia o conhecimento sobre Português. O gabarito comentado explica cada alternativa com base na legislação vigente e na jurisprudência dos últimos anos.

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