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Texto 1 - Maioria dos escritores profissionais usam IA como ferramenta, aponta pesquisa


A maioria dos escritores afirmam recorrer a ferramentas de inteligência artificial, relatando ganhos de produtividade, mas apenas 7% deles afirmam ter publicado algum texto gerado por IA, segundo uma pesquisa publicada na revista americana Publishers Weekly.

O estudo feito pela plataforma Gotham GhostWriters, com respostas virtuais de profissionais da escrita de ficção e não ficção de todo o mundo, mostra que 61% deles incorporam a IA no dia a dia. São principalmente os ficcionistas que permanecem mais distantes e cautelosos com essas ferramentas.

O levantamento "A.I. and the Writing Profession" se volta a entender como profissionais da escrita percebem a presença crescente da IA na profissão. A conclusão dos responsáveis pelo estudo é que a categoria enxerga a tecnologia como algo ambíguo, ao mesmo tempo útil e ameaçador.

Segundo a pesquisa, os escritores que mais recorrem à IA são os de autoajuda profissional, relações públicas e marketing. Entre os que menos incorporam essas ferramentas, segundo o levantamento, estão os editores de texto e jornalistas.

Já 63% dos escritores afirmam usar IA para produzir rascunhos que depois serão editados, enquanto apenas 7% admitem publicar textos gerados diretamente pela tecnologia. O relatório registra que, embora a familiaridade reduza parte da desconfiança, as preocupações ainda são grandes. Nove em cada dez escritores temem a introdução de erros factuais nos textos. A rejeição é quase unânime entre os que não utilizam IA, enquanto apenas 61% dos usuários assíduos consideram o treinamento de modelos injusto.

Quando o recorte se afunila para os 291 autores de ficção consultados na pesquisa, só 42% dizem recorrer à IA e quase sempre de forma esporádica. Entre eles, a percepção é majoritariamente positiva, já que 60% afirmam que a tecnologia melhora a qualidade da escrita e 87% dizem que aumenta a produtividade.

Já entre os não usuários, o estudo identifica um repúdio quase unânime, alimentado tanto por preocupações éticas quanto pela avaliação de que textos produzidos por IA têm baixa qualidade.

Segundo a Publishers Weekly, quase metade dos escritores freelancers relatam queda na demanda por trabalho por causa da IA, e três em cada quatro acreditam que as oportunidades tendem a diminuir com o avanço da tecnologia. Por outro lado, 21% dos usuários intensivos de IA afirmam ter visto o volume de demandas aumentar.


Texto de Aline Esteves, (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/ acesso em 24 de novembro de 2025.


A pesquisa apresentada pelo texto indica a relação dos escritores com a IA marcada por ambivalência.

Considerando essa caracterização explícita, a alternativa que melhor destaca essa ambiguidade, conforme o texto, é aquela que afirma que os escritores

reconhecem a IA como produtiva, mas a rejeitam parcialmente devido à ausência de regulamentação específica no mercado editorial.

utilizam a IA apenas quando supervisionados por editores, evitando seu uso espontâneo por receio de comprometer o estilo individual.

veem a IA como instrumento capaz de substituir apenas parte do trabalho humano, embora a julguem insuficiente para usos editoriais.

admitem ganhos pontuais de produtividade, porém entendem a IA como uma ameaça estrutural tanto à ética autoral quanto ao emprego na escrita.

defendem que a IA deve ser usada para revisões formais, preterindo sua aplicação na elaboração de rascunhos ou ideias iniciais.

A alternativa correta é a letra B. Esta questão avalia o conhecimento sobre Português. O gabarito comentado explica cada alternativa com base na legislação vigente e na jurisprudência dos últimos anos.

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