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A URGÊNCIA DAS POLÍTICAS AMBIENTAIS FRENTE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Por Ana Carolina Machado, ambientalista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP)

       

       A questão das mudanças climáticas nunca foi tão urgente. Em 2021, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) destacou a necessidade de fortalecer políticas ambientais globais, mas os avanços ainda são insuficientes diante da velocidade e dos impactos das mudanças no clima. Governos, empresas e cidadãos compartilham a responsabilidade de tomar medidas que possam frear esse avanço, mas as respostas ainda estão aquém do necessário. Será que estamos fazendo o suficiente? A resposta, infelizmente, é que ainda estamos longe disso.

      Os efeitos das mudanças climáticas são visíveis em todos os cantos do planeta: incêndios florestais, tempestades cada vez mais intensas, períodos de seca prolongados e o derretimento das calotas polares. Tudo isso leva à destruição de ecossistemas, coloca em risco a biodiversidade e afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente as comunidades mais vulneráveis. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as emissões de gases de efeito estufa são a principal causa das mudanças climáticas, e a redução dessas emissões é essencial para impedir um aquecimento global ainda mais devastador (IPCC, 2021).

      No entanto, as políticas ambientais muitas vezes esbarram em interesses econômicos e políticos." Muitos países continuam a depender de combustíveis fósseis como fonte primária de energia, e a transição para energias renováveis é considerada custosa e demorada. Contudo, os custos de não agir são ainda maiores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a poluição do ar, causada em grande parte pelo uso de combustíveis fósseis, é responsável por milhões de mortes prematuras a cada ano. Além disso, os custos financeiros com eventos climáticos extremos, que se tornam mais frequentes e severos, representam uma carga enorme para as economias de países em desenvolvimento e até mesmo para nações ricas.

       É preciso implementar políticas ambientais fortes eficazes, que incluam a regulamentação das emissões de carbono, o incentivo ao uso de energias renováveis, a proteção de áreas florestais e o fomento à agricultura sustentável. Embora muitos países tenham assumido compromissos, como o Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global a 1.5°C acima dos níveis pré-industriais, o cumprimento dessas metas ainda está longe do ideal. O engajamento da sociedade civil também é fundamental. Precisamos de uma pressão maior da população sobre os governos e as empresas para que priorizem políticas ambientais robustas, que visem o longo prazo e o bem-estar coletivo.

       O tempo está se esgotando, e as futuras gerações herdarão as consequências das ações que tomamos agora. A Terra é o único lar que temos, e preservar seu equilíbrio é um dever inadiável. Portanto. políticas ambientais bem estruturadas não são apenas uma questão de responsabilidade governamental; são uma necessidade urgente para garantir a continuidade da vida em um planeta habitável. É hora de irmos além das promessas e assumirmos, de fato, um compromisso com o futuro.

Disponível em: <https://www.unep.org/pt.br/resources/relatorios/sexto-relatorio-de-avaliacao-doipce- mudanca-climatica-2022>. Acesso: 11 de nov. de 2024.


A palavra "inadiável" presente no texto, é formada por:

Justaposição.

 Derivação prefixal.

Derivação sufixal.

Aglutinação.

A alternativa correta é a letra B. Esta questão avalia o conhecimento sobre Português. O gabarito comentado explica cada alternativa com base na legislação vigente e na jurisprudência dos últimos anos.

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