Português - CONSULPAM 2024 - Pedagogo
TEXTO
Se você começou a perceber que o mundo está cada vez mais sem cor, não é a sua imaginação, mas a realidade. Você sabe me responder por que raramente você vê carros roxos na estrada? Ou por que existem pouquíssimos prédios coloridos? Por que o nude e o preto são considerados chiques e elegantes?
Recentemente, em agosto de 2022, uma pesquisa publicada na Inc., um dos principais portais de notícias de negócios e tecnologia do mundo, afirma que por inteligência artificial foram analisadas milhares de imagens e a conclusão está clara: as cores estão desaparecendo. Esse algoritmo analisou as mudanças de cores ao longo do tempo e documentou várias imagens, fotografias e quadros, desde o século XVII. Mais ou menos de 1800 para cá. Segundo a pesquisa, há 2 séculos, havia uma mistura de diferentes cores na nossa representação de mundo. Os tons brancos, pretos e cinzas representavam apenas 15% do total das cores utilizadas. Hoje, quase 60% de todas as cores no mundo estão entre essas 3 variações.
Estamos desbotando e literalmente e sendo dominados por objetos, apetrechos e materiais na cor branca, preta ou cinza. 70% de todos os carros produzidos são brancos, pretos ou cinza, ou seja, a cada 10 carros que passam na sua rua, todo dia, 7 são monocromáticos. Já era, o vermelho Ferrari, agora é só na Ferrari mesmo (risos). Carros verdes, amarelos, azuis ou de outras cores, existem bem poucos.
Nick Hobson, cientista comportamental da Apex Scoring Solutions e professor da Universidade de Toronto, diz que isso também é um reflexo direto dos nossos algoritmos e dados para ler a realidade. Afinal, quando você junta uma massa quase infinita de dados, a resposta óbvia que você vai extrair disso é justamente a média. E conforme mais e mais pessoas e empresas vão tentando se encaixar no novo padrão, mais as coisas ficam medianas e sem graça.
Extraído e adaptado de LIPPI, Flávia. Por que o mundo está perdendo a cor? Revista MIS, 27/09/2022. Disponível em: https://shre.ink/rh6K. Acesso em 12/01/2024)
Considerando o enunciado "Afinal, quando você junta uma massa quase infinita de dados, a resposta óbvia que você vai extrair disso é justamente a média.", assinale a alternativa que traz uma afirmação correta.
Considerando o sujeito da enunciação como um sujeito discursivo e não um sujeito ontológico, o sujeito sintático da frase é um pronome indefinido.
Considerando o sujeito da enunciação como um sujeito discursivo e não um sujeito ontológico, o sujeito sintático da frase não pode ser identificado.
No projeto enunciativo do excerto, é imperceptível a co-presença dos Interactantes, tendo em vista que o "eu" discursivo é mascarado pelo emprego do pronome pessoal "você".
O simulacro da estrutura da comunicação criado no interior do discurso, pressupõe os dois actantes da comunicação, o destinador e o destinatário, ou interlocutor e interlocutário, e no excerto é possível identificar ambos os interactantes.
Sendo a enunciação uma instância do ego, hic et nunc, na qual, alguém, num espaço e num tempo criados pela linguagem, toma a palavra e, ao fazê- lo, institui-se como "eu" e dirige-se a outrem, que é instaurado como um "tu"; no excerto, "você"” corresponde à segunda pessoa gramatical.
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