Português - CONSULPAM 2025 - Agente Comunitário de Saúde (ACS)
TEXTO
A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL TAMBÉM É AZUL
Quando pensamos em natureza, o que vem à mente? Provavelmente, a conservação da imagem de uma floresta tropical verdejante, com árvores altas e frondosas. Esse também é o cenário gerado pela inteligência artificial, caso solicite uma imagem que represente o tema. Agora, ao pedirmos uma ilustração sobre "férias divertidas" para um gerador de imagens, teremos desenhos de praias com mar límpido, sol e coqueiros ao redor.
A saúde do oceano é fundamental para a nossa existência e a do planeta. Cobrindo cerca de 70% da Terra e fornecendo metade do oxigênio que respiramos, o oceano sustenta a vida tal como a conhecemos, desempenha papel essencial regulação do clima, na oferta de alimentos e apoio aos meios de subsistência. No entanto, nosso oceano não se encontra bem - pressões que incluem alterações climáticas, poluição, destruição de habitats e pesca excessiva contribuem com o aquecimento do oceano, a acidificação e a perda de biodiversidade. Muitos que trabalham na proteção do ambiente marinho dizem que a saúde do oceano não é suficientemente reconhecida na elaboração de políticas climáticas e no financiamento global. O ODS 14 estabelecido pela ONU, "Proteger a Vida Marinha", é frequentemente citado como 0 Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que recebe o menor montante de financiamento.
Associar a conservação da natureza ao marinho ambiente e ajudar a sociedade compreender a importância crítica do oceano - e a cuidar dele é o objetivo da "cultura oceânica". O conceito foi destacado pelas Nações Unidas, em 2017, para descrever a compreensão individual e coletiva da importância do oceano para a humanidade. A educação e a comunicação são dois caminhos fundamentais para conscientizar pessoas de todas as idades e estratos sociais sobre o quanto suas vidas sofrem influência oceânica e como os mares podem ser incorporados em ações e decisões individuais, mesmo a quilômetros de distância do litoral.
Em sintonia com a Década do Oceano (2021- 2030), declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e liderada pela UNESCO para incentivar a preservação dos mares e a gestão dos recursos naturais de zonas costeiras, a iniciativa Conexão Oceano, lançada em 2019 pela Fundação Grupo Boticário, busca estimular a comunicação sobre a importância e a transversalidade dos ambientes costeiros e marinhos para diferentes públicos e por diferentes plataformas e atores da sociedade. Uma das entregas do Conexão Oceano é um edital que oferece bolsas a jornalistas para a produção de conteúdo qualificados sobre o oceano sob diferentes temáticas e perspectivas.
Seja na educação, na comunicação ou na pesquisa científica, acelerar a conservação do oceano é extremamente importante. A ciência é clara, mas precisamos que toda a sociedade global reconheça e valorize o oceano como essencial para o nosso futuro e para a saúde do nosso planeta hoje. Precisamos cada vez mais promover uma cultura oceânica amigável, não apenas para divulgar o conhecimento sobre os mares, mas também para incentivar governos, tomadores de decisão, empresas, investidores e cidadãos a tomarem medidas em nível local e global em busca de mudanças positivas significativas.
Disponível em: https://oeco.org.br/analises/a-conservacao- ambiental-tambem-e-azul/ acesso em 07 de nov de 2024. Adaptado
No trecho "nosso oceano não se encontra bem - pressão que inclui alterações climáticas, poluição, destruição de habitats e pesca excessivamente reduzida com o aquecimento do oceano, a acidificação e a perda de biodiversidade", pode-se inferir que:
A pesca excessiva não é um problema significativo para os oceanos.
A poluição não afeta os oceanos tão gravemente quanto as florestas.
O oceano tem sido negligenciado em políticas O texto apresenta uma progressão argumentativa, públicas ambientais.
As condições do oceano estão melhorando graças aos esforços governamentais.
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