Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) 2024 - História
A batalha em torno da simbologia republicana deu-se também em relação à bandeira e ao hino. Não podia ser de outra maneira, de vez que esses são tradicionalmente os símbolos nacionais mais evidentes, de uso quase obrigatório. A luta pelo mito de origem, pela figura do herói, pela alegoria feminina, era parte importante na legitimação do novo regime e talvez mais reveladora por não se tratar de exigência legal. Mas era luta de resultado menos conclusivo, pois não decidia a representação simbólica oficial da República. Era uma batalha de contornos indefinidos, de frentes móveis, de duração imprecisa. Não foi assim com a bandeira e o hino. De adoção e uso obrigatórios, esses dois símbolos tinham de ser estabelecidos por legislação, com data certa. Era uma batalha decisiva.
Carvalho, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da república no Brasil. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 (Adaptado).
O texto de José Murilo de Carvalho reflete sobre qual acontecimento na História?
Revolução Francesa, e a construção de um imaginário monárquico através da marselhesa (hino) e sua bandeira tricolor, representação tradicional da Casa de Bourbon
Estado Novo e cerimônia de queima das bandeiras, realizada por Getúlio Vargas, que tinha como objetivo consolidar a unidade política e social do Brasil. A Constituição de 1937, conhecida como “Polaca”, baniu os hinos e bandeiras estaduais.
Independência do Brasil, o Brasil como um país independente de Portugal necessitava a criação de um Hino nacional e uma bandeira para se distanciar de sua antiga metrópole europeia.
Proclamação da República do Brasil, e o processo de criação de uma nova identidade nacional atrelado a uma nova narrativa histórica para fundamentar o que é o Brasil e o ser brasileiro.
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