Português - IDIB 2025 - Agente de Combate à Endemias (ACE)
No trecho a seguir, extraído de um romance, a personagem Semíramis faz uma observação sobre substantivos e adjetivos enquanto analisa uma obra do escritor cearense José de Alencar (1829–1877). Na obra, a personagem conviveu com o romancista cearense quando ele ainda era criança e o chamava carinhosamente de Cazuzinha.
“Que livro belo, amoroso, equilibrado, casto, vasto, eterno... Fiz uma lista de adjetivos que Cazuzinha usava no romance: bravio, líquido, alvo, ensombrado, e numa só frase: verde, impetuoso, aventureiro, manso. Afoito rápido fresco frágil jovem branco selvagem intermitente vibrante, fugitivo, tênue, inocente, agro, lindo, fosco, brioso, altivo revolto branco airoso... isso só no primeiro capítulo. Cansei-me, a lista era longa. Padre Simeão dizia que os adjetivos são divinos, sagrados. São os adjetivos que dão a medida das cousas, o substantivo é real, parco, limitado. O substantivo é a substância, matéria, o adjetivo é espírito, é a transcendência do pensamento. A humana capacidade de julgar, compreender, se expressa nos adjetivos. Por exemplo, substantivo: padre. E adjetivo: padre matreiro. Astuto. Matraqueado.”
MIRANDA, Ana. Semíramis. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. (Fragmento)
A forma verbal “usava” está no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
As palavras “líquido” e “aventureiro” não podem funcionar como substantivos dependendo do contexto.
De acordo coma funçãomorfológica no trecho, o substantivo “aventureiro” é classificado como uniforme e sobrecomum.
O adjetivo “inocente”, quanto ao gênero, é uniforme.
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