Conhecimentos Específicos: Professor de Filosofia - UFC 2012 - Professor de Filosofia
Ao abordar o problema da existência de ideias inatas, no Ensaio acerca do entendimento humano (1690), o filósofo empirista John Locke (1632-1704) analisa a origem dos princípios práticos (políticos, éticos, morais). Quanto a este problema, ele argumenta que:
A virtude é geralmente aprovada não porque é proveitosa para o indivíduo e para a sociedade, mas porque é inata.
As regras morais não necessitam de provas empíricas ou lógicas, sendo consentidas tacitamente, portanto, elas não são inatas.
A regra moral é violada no caso de não ser conhecida, daí poder-se afirmar que ela não é inata, do contrário, não haveria violação.
Princípios práticos não são inatos pois, do contrário, não haveria sociedades de homens governadas por opiniões práticas e regras de conduta contrárias umas às outras.
Há um princípio prático com o qual todos os homens concordam e aquiescem e só ele é inato, ou seja, impresso diretamente em nossas mentes pela mão de Deus: “não roubar”.
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