Português - IDIB 2021 - Agente Administrativo
TEXTO III
A CRUZ DA ESTRADA
Castro Alves
Caminheiro que passas pela estrada, Seguindo pelo rumo do sertão, Quando vires a cruz abandonada, Deixa-a em paz dormir na solidão.
Que vale o ramo do alecrim cheiroso Que lhe atiras nos braços ao passar? Vals espantar o bando buliçoso Das borboletas, que lá vão pousar.
É de um escravo humilde sepultura, Fol-lhe a vida o velar de insônia atroz. Deixa-o dormir no leito de verdura, Que o Senhor dentre as selvas lhe
[...]
Quando, à noite, o silêncio habita as matas, A sepultura fala a sós com Deus. Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.
Caminheiro! Do escravo desgraçado
O sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o desposou.
(Disponível em https://www.escritas.org/pt/t/5023/a-cruz-da-estrada.).
Após a leitura do TEXTO III, assinale a alternativa correta.
Ao escravo morto valem apenas o bando buliçoso das borboletas e o alecrim cheiroso.
O poema retrata que a liberdade dos escravos era conquistada apenas com a morte.
O poeta discorre sobre a sensibilidade do escravo liberto ao falar a sós com Deus.
A cruz da estrada representa o sofrimento do escravo humilde na solidão do sertão.
Castro Alves convida o caminheiro a conversar com a sepultura do escravo humilde.
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