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LIVRO DE MACHADO DE ASSIS FAZ AMERICANA VIRALIZAR NO TIKTOK
Courtney Henning Novak, de 45 anos, lançou um desafio pessoal: ler um livro de cada país do mundo.
"Preciso ter uma conversa com o pessoal do Brasil. Por que não me avisaram antes que este é o melhor livro já escrito? O que vou fazer do resto da minha vida depois de terminá-lo?"
Esse desespero apaixonado vem de Courtney Henning Novak, escritora e podcaster americana que, aos 45 anos, diz estar totalmente obcecada por "Memórias Póstumas de Brás Cubas", obra publicada pelo autor brasileiro Machado de Assis (1839-1908) em 1881. Em um projeto pessoal, Courtney propôs-se a ler um livro de cada lugar do mundo, seguindo a ordem alfabética da lista de países, e contar suas impressões no TikTok. O vídeo sobre "Memórias", por exemplo, já ultrapassou as 740 mil visualizações entre o último sábado (18), quando foi postado, e esta segunda-feira (20). A americana está preocupada: ainda está no começo da letra "B" e já conheceu a genialidade de Machado. "Ainda tenho de ler de Brunei até Zimbábue!", brincou.
Não é a primeira vez que o talento de Machado de Assis é reconhecido internacionalmente, claro. Para citar um exemplo deste século, o escritor americano Philip Roth (1933-2018) declarou sua admiração pelo brasileiro em 2008, comparando-o ao dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989).
"Machado de Assis tem bastante prestígio internacional, que só fez crescer a partir da segunda metade do século 20, principalmente nos meios acadêmicos e mais cultos", explica Guimarães, que também é vice-diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo, e coordenador da coleção "Todos os livros de Machado de Assis", da Todavia/Itaú Cultural.
E uma curiosidade: foi justamente a tradução da americana Flora Thompson-DeVeax para o inglês versão lida por Courtney que ampliou o alcance de "Memórias Póstumas" no exterior. A tradutora comemorou o sucesso de seu trabalho. No Twitter, Flora postou: "Eu vi o vídeo [da Courtney], gente! Fiquei feliz demais de ver alguém tendo a mesma reação que eu quando eu li 'Brás Cubas' pela primeira vez com meu português precário: espanto e indignação de não ter convivido com o Machado desde sempre". E aconselhou: "presenteiem os amigos gringos, espalhem essa alegria!".
Disponível em: https://g1.globo.com.
A intencionalidade discursiva, a partir de uma interpretação coerente do texto lido, indica que sua função é
opinar a respeito da falta de reconhecimento da literatura machadiana no Brasil.
expor as condições em que se encontra a literatura no Brasil e conscientizar os leitores a valorizarem os autores nacionais.
informar sobre a qualidade da literatura machadiana, por meio de um elemento factual de grande repercussão.
argumentar sobre os problemas vivenciados por escritores brasileiros, mediante o pífio resultado das vendas no setor.
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