Português - CONSULPAM 2025 - Guarda Municipal
TEXTO
CATAR FEIJÃO
JOÃO CABRAL DE MELO NETO
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/v/52773/catar- feijao. Acesso em: 28 de nov. 2025.
É possível afirmar, a partir da leitura do poema, que:
Igual à pedra no feijão, a pedra na escrita deixa o texto pior, pois a leitura fica obstruída.
Diferentemente da pedra no feijão, a pedra na escrita deixa o texto melhor, pois essa pedra é o grão mais vivo.
Diferentemente da pedra no feijão, a pedra na escrita deixa o texto pior, pois essa pedra é o grão mais vivo.
Igual à pedra no feijão, a pedra na escrita deixa o texto melhor, pois a leitura não fica obstruída.
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