Português - Instituto Legatus 2019 - Técnico em Enfermagem
Esta prova tem como texto-base o texto abaixo, bem como outros que se enumerarem aqui, nos quais estão fundamentadas as questões de compreensão textual e de gramática (gramática aplicada). Portanto leia-o com atenção, relacione-o com os seus conhecimentos prévios, para responder às questões solicitadas.
TEXTO I
Não há nenhuma novidade na tentativa de falsificação política através da distorção de fatos e informações. O novo é que estamos em uma nova era turbinada pela internet e pelas redes sociais, em que o crescimento é viral e o efeito, exponencialmente explosivo. O novo é o Facebook, o Google e o Twitter, não há tentativa de contar mentiras ou falsificar informações, o que sempre existiu na história do mundo.
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Pós-verdade e fakenews são dois termos que ganharam notoriedade no final de 2016. Eles foram criados, entre outras razões, para dar sentido a dois fenômenos que surpreenderam a opinião pública no decorrer do ano. O primeiro deles foi a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia. A resolução ganhou um apelido que pegou e pelo qual ficou mundialmente conhecida: Brexit (de Britain e Exit). O referendo que aprovou a saída, para surpresa de boa parte do mundo ocidental civilizado, foi realizado em 23 de junho de 2016. O segundo foi a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, em 8 de novembro do mesmo ano. Logo em seguida, o Dicionário Oxford definiu “pós-verdade” como a palavra do ano. Na justificativa para a escolha, explicou que o uso do vocábulo havia crescido enormemente durante o ano, associado, principalmente, aos dois acontecimentos descritos acima: o Brexit e a eleição norte-americana. Enunciou também qual era o seu significado: “um adjetivo relacionado ou evidenciado por circunstâncias em que fatos objetivos têm menos poder de influência na formação da opinião pública do que apelos por emoções ou crenças pessoais”
[...]
Em suma, quem sustenta que as notícias falsas são responsáveis por estarmos vivendo em um mundo pós-verdadeiro acha que antes havia um mundo em que a verdade existia e era objetiva. O real é que tal mundo nunca existiu. A impossível e improvável expectativa de que algum dia as notícias falsas desaparecerão não trará de volta o nirvana de uma verdade perdida que nunca houve. A verdade, quase sempre, é subjetiva e não conhecível.
[...] identificar fakenews ou mensagens de ódio não é fácil. Se fosse fácil e programável, um robô resolveria o problema, ou pelo menos boa parte dele. Nem mesmo com todo o avanço da inteligência artificial Mark parece confiante queo serviço possa ser feito sem ajuda humana.
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Creio que faria bem para o mundo concluir que as notícias falsas são falsos inimigos e que a verdade que governa as escolhas das mulheres e dos homens desta terra nova é sensível, emocional, impalpável, intangível, pessoal, subjetiva e temporária.
(SILVIO GENESINI. Revista USP • São Paulo • n. 116 • p. 45-58 • janeiro/fevereiro/março 2018. Disponível em https://www.revistas.usp.br › revusp › article › download)
Ao afirmar que “Em suma, quem sustenta que as notícias falsas são responsáveis por estarmos vivendo em um mundo pós-verdadeiro acha que antes havia um mundo em que a verdade existia e era objetiva. O real é que tal mundo nunca existiu”, o autor
rejeita a opinião de que a distorção de fatos e informações existe em qualquer âmbito social.
insiste na defesa de que a verdade sempre pode ser comprovada e as noticias falsas não podem dominar as redes.
reproduz o ponto de vista de que identificar fakenews ou mensagens de ódio não é fácil.
confirma a opinião de que é improvável que algum dia as notícias falsas desapareçam.
reitera a ideia de que a distorção de fatos e informações sempre existiu, não é algo novo.
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