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TEXTO

RAIS 2018 – Profissionais com deficiência seguem à margem no acesso ao trabalho

Apenas 1% dos empregos com garantias trabalhistas e previdenciárias são atribuídos a pessoas com alguma deficiência

Por Lucas Borba

A Lei nº 8.213, de 1991, também conhecida como Lel de Cotas, representou um marco nacional para a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho. Além da visibilidade que o decreto passou a gerar sobre esses profissionais, empresas começaram a rever não apenas seus processos de recrutamento e seleção, mas também suas políticas e práticas internas de acessibilidade.

Completados 28 anos de implementação da lel, porém, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgada pelo Ministério da Economia, relativa a 2018, demonstra quão resistente o mercado ainda permanece ao segmento. Segundo o relatório, entre os 46,6 milhões de empregos formals, somente 486.756 estavam direcionados a pessoas com deficiência. Em relação a 2017, houve um crescimento de 10,3%.


Além disso, o tipo de deficiência como critério para a seleção continua em evidência. Pessoas com deficiência física estão na liderança, com 47,3% das contratações, seguida pela auditiva, 18,1%, visual, com 15,3%, e intelectual, com 8,9%. Por último, estão reabilitados pelo INSS, com 8,5% das efetivações, e pessoas com deficiências múltiplas, com 1,9%. A escolaridade também representa um fator determinante, com 69,5% das contratações incidindo sobre profissionais com deficiência que têm Ensino Médio completo ou mais, e sobre analfabetos, apenas 0,7%.

No que se refere à distribuição por setores, a Indústria de transformação e o setor de comércio e serviços absorvem 85,5% dos empregos formals. Dentre o total de empregados pelo setor privado, foram aproveitados 1% dos profissionals com deficiência, enquanto que a administração pública federal, estadual e municipal representa somente 0,4% dos cargos ocupados por servidores com deficiência.


Já no quesito remuneração, a maior média é a de reabilitados pelo INSS, com R$ 3.154,40. A seguir, pessoas com deficiência física, com R$ 2.968,52, visual, com R$ 2.956,64, auditiva, com R$ 2.807,68, múltipla, com R$ 2.628,41, e intelectual, com R$ 1.417,40.

Disponível em https://www.camarainclusao.com.br/sem-categoria/rals-2018-profissionais-com-deficiencia-seguem-a-margem-no-acesso-ao-trabalho/

A partir da leitura do 3º parágrafo do TEXTO I, é correto afirmar que

pessoas com deficiência, independente do grau de instrução, não conseguem vagas no mercado de trabalho. 

as pessoas com deficiência que são analfabetas conseguem ocupar mais vagas no mercado de trabalho.

pessoas com deficiência que apresentam melhor escolaridade conseguem garantir mais vagas no mercado de trabalho.

pessoas com deficiência que apresentam experiência profissional na área desejada conseguem mais facilmente se encaixar no mercado de trabalho.

A alternativa correta é a letra B. Esta questão avalia o conhecimento sobre Português. O gabarito comentado explica cada alternativa com base na legislação vigente e na jurisprudência dos últimos anos.

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