Didática - Instituto Avalia 2022 - Professor Fundamental I / Polivalente
“...aprender não é só memorizar informações. É preciso saber relacioná-las, ressignificá-las e refletir sobre elas. É tarefa do professor, então, apresentar bons pontos de ancoragem, para que os conteúdos sejam aprendidos e fiquem na memória, e dar condições para que o aluno construa sentido sobre o que está vendo em sala de aula” (Revista Nova Escola, p. 55, 2012).
Essa citação nos diz um pouco sobre um dos vários métodos de avaliação que existem. A respeito dos tipos de avaliação (tradicional e mediadora), assinale a alternativa INCORRETA.
A nova LDB preceitua que os docentes devem incumbir-se de zelar pela aprendizagem dos alunos e também verificar o rendimento escolar, realizando uma avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, porém, na prática, não é isso o que acontece, pois a prevalência nas avaliações é exatamente inversa, ou seja, priorizando-se o quantitativo sobre o qualitativo.
Existem duas práticas completamente diferentes, a saber: examinar e avaliar. Avaliar significa subsidiar a construção do melhor resultado possível e não pura e simplesmente aprovar ou reprovar alguma coisa. Os exames engessam a aprendizagem; a avaliação a constrói fluidamente.
Na avaliação tradicional a classificação do aluno acontece a partir do processo corretivo, ou seja, eliminando-se a subjetividade, evitando, assim, que se cometam injustiças na contagem de erros e acertos. Visto que, muitas vezes, avaliar é confundido com medir. Nessa concepção, de acordo com Paulo Freire, o professor será sempre o que sabe, enquanto o aluno será sempre o que não sabe. Esta forma avalia a fração do conhecimento desvinculando aquilo que o aluno lembra sobre o que lhe foi transmitido, daquilo que ele pode fazer com o que aprendeu.
A avaliação Mediadora exige prestar muita atenção no aluno, conhecê-lo, ouvir seus argumentos, propor-lhe questões novas, mas sem muitos desafios, guiando-o por um caminho voltado à autonomia moral e intelectual, pois estamos vivendo um momento caracterizado por uma infinidade de fontes de informação. Nessa concepção, a subjetividade na elaboração das perguntas é pouco positiva, uma vez que permite, no momento da correção, uma reflexão sobre as hipóteses construídas pelos alunos.
Desde as mais remotas épocas, a avaliação utilizada sempre foi baseada em notas e provas, ou seja, aquela que fornece um resultado mensurável, o que dá aos pais e alunos maior segurança em termos de controle. Este sistema é vago, uma vez que apenas aponta falhas no processo de aprendizagem, além de discriminar e selecionar, reforçando a ideia de uma escola para poucos.
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