Conhecimentos Específicos: Pedagogia - Instituto Legatus 2023 - Professor Fundamental I / Polivalente
Organização em cicios no Brasil
Remontam ao começo do século passado as discussões com más ênfase em propostas relativas ao tema das políticas de não reprovação e os estudos em tomo das potencialidades de uma política de promoção automática às camadas mais empobrecidas da população brasileira. As principais políticas educacionais seminais referentes àimplantação de tais propostas datam da década de 1920 (Barreto & Mitrulis, 1999; Fernandes, 2000; Manardes, 1998, 2001). Entretanto, segundo Mainardes (2006, 2007), a primeira experiência de uma escola com regime de aprendizagem estruturada ao redor de "ciclos" teve sua génese identificada com a implantação do dclo bááco de áfàbetização nas escolas do Estado de São Paulo a partir de 1984. Através do decreto estadual 21833/83, o eixo básico preconizava assegurar ao aluno o tempo necessário para superar as etapas de alfabetização, segundo seu ritmo de aprendizagem e suas caracteristicas só d o-culturas, tendo a duração minima de dois anos letivos. ParaMassabni e Ravagnani (2008), os eidos são uma forma de organização do ensino escolar e foram incorporados à proposta de progressão continuada como meio de adaptar o regime temporal da escola ao progresso do aluno ao longo de determinados intervalos de tempo.
(Disponível em https://www.scielo.br/j/psoc/a/GnRtH75YPJ Xbyz3qrQs8kXt/?format=pdf&lang=pt)
São igualmente apontadas, no entanto, algumas críticas ao regime de ciclos, como, por exemplo,
a facilidade do conteúdo, amplamente difundida a fim de proporcionar maior número de alunos aprovados ao final do ciclo.
a eliminação ou o adiamento da reprovação que pode manter a concepção de escola elitista, favorecendo os alunos para a seletividade.
o risco de que a promoção do aluno, tornando-se automática, venha a esconder a falta de aprendizagem eficaz, levando a escola pública, de modo ainda mais rápido e fatal, a ser reconhecida como "coisa pobre para o pobre".
o desenvolvimento de uma configuração piramidal, na qual, a classe que começava com trinta alunos na turma da primeira série, caía para vinte na segunda, quinze na terceira, chegando à última série, na maioria das vezes, com apenas dez alunos.
a destruição da autoestima do aluno, que ao a seguir para o próximo período letivo, perde seu grupo classe de referência, é acometido de um sentimento de impotência para aprender e tem consciência de que seus colegas progrediram, enquanto ele permaneceu no mesmo lugar.
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