Português - Instituto Legatus 2023 - Professor de Educação Infantil
Desconhecido durante muitos anos da maioria do público leitor, e até da maior parte dos círculos literários, o romance Nós, do autor russo Evegueni Zamiatine, nascido em Lebedian, a 1 de Fevereiro de 1884, foi escrito em Petrogrado, em 1920, mas o original russo apenas seria publicado na sua língua em 1952, na então União Soviética, mas em Nova York.
Em Nós não existem indivíduos (Eu), existe apenas a comunidade (Nós); não existem pessoas, não existem cidadãos, existem números. D-503, o protagonista e narrador (os capítulos do romance são as entradas do seu diário) é um engenheiro responsável pela construção de uma nave que levará aos habitantes de outros planetas a mensagem da “felicidade matemática e exacta”. Estamos no século XXX, mil anos passaram desde que os “heroicos antepassados submeteram todo o globo terrestre ao domínio do Estado Único”. Se os hipotéticos habitantes de outros planetas ainda viverem “no estado selvagem de liberdade”, e não aceitarem a mensagem, o Estado Único, governado pelo Benfeitor, terá que recorrer às armas, pois considera que «é nosso dever forçá-los a ser felizes.»
Não há individualidade, portanto também não há privacidade: as casas são feitas de vidro, todos os habitantes são polícias uns dos outros e também não há exclusividade sexual. “O Estado Único levou a cabo uma ofensiva contra o outro dominador do Universo, ou seja, o Amor”. Trezentos anos após a instauração do Estado Único, o Amor tinha sido “derrotado, isto é, foi organizado, matematizado”. E a “Lex Sexualis” foi proclamada: «Qualquer número tem o direito de utilizar qualquer outro número como produto sexual.» Ficamos a saber tudo isto nas primeiras páginas do romance, pelo que estas revelações nada revelam da história, do enredo, da forma como tudo isto é operacionalizado. Como inspiração para toda a organização social Evegueni Zamiatine utiliza a figura de Frederick Winslow Taylor (Filadélfia, Estados Unidos, 1856-1915, operário e engenheiro que concebeu métodos científicos de estudo e organização do trabalho).
(Disponível em https://homoliteratus.com/5-grandesromances-distopicos/ acesso em 28/06/2023)
Conforme as ideias apresentadas no texto, o Estado Único considera necessário importar a felicidade aos habitantes de outros planetas, por que
a felicidade matemática e exata é uma prioridade para o Estado Único e uma inspiração para organização social
o Estado Único deseja eliminar qualquer forma de liberdade ou individualidade dentro da comunidade.
o Estado Único acredita que os habitantes de outros planetas vivem em um estado selvagem de liberdade.
os habitantes de outros planetas são considerados uma ameaça ao Estado Único porque não obedecem às regras.
o Estado Único deseja, o quanto antes, expandir seu domínio sobre o universo.
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