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Português - IDIB 2021 - Agente Administrativo

TEXTO I

Noel Rosa

Compositor de música popular, Noel Rosa deixou vasta obra. Em suas melodias e letras, combinou lirismo e sarcasmo, muitas vezes proporcionando um autêntico retrato da vida carioca.

Noel de Medeiros Rosa nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 11 de dezembro de 1910. De familia pobre, completou o ginásio e tentou a medicina, mas logo optou pela boemia talentosa do bairro de Vila Isabel, que se tornou o reduto do samba urbano cultivado pela classe média. Em 1929, Ingressou no conjunto Flor do Tempo mais tarde Bando de Tangarás como violonista e cantor, ao lado de outros futuros astros como Almirante, João de Barro, Alvinho e Henrique Brito. Em 1932, Noel iniciou suas atuações na emissora Rádio Philips. Logo gravou discos de sucesso, com composições de grande riqueza melódica, verdadeiras crônicas de um poeta agridoce.

O compositor produzlu muito, sozinho ou em parceria com músicos célebres como Vadico, João de Barro, Ismael Silva, Kid Pepe e Lamartine Babo. Num estilo Interpretativo marcado pela simplicidade, enfocou as contradições da vida. [...] A discografia de Noel Rosa, nos gêneros mais variados, abrange gravações antológicas do próprio autor e de intérpretes antigos e novos.

A crítica autorizada aponta o compositor como personalidade marcante na evolução do samba como gênero musical do cancioneiro brasileiro. Noel Rosa morreu em 4 de maio de 1937, aos 26 anos, na mesma casa em que nascera, na Rua Teodoro da Silva 130, Rio de Janeiro.

ROSA, NOEL. Nova Enciclopédia Barsa, Enciclopédia Britânica, vol. 12, 1994. Encyclopedia

Britannica do Brasil Publicações LTDA. Rio de Janeiro - São Paulo.


TEXTO II

A DAMA DO CABARÉ

Noel Rosa

Fol num cabaré* da Lapa

Que eu conheci você

Fumando cigarro,

Entornando champanhe no seu soirée

Dançamos um samba,

Trocamos um tango por uma palestra

Só saimos de lá mela hora

Depois de descer a orquestra

Em frente à porta um bom carro nos esperava

Mas você se despediu e foi pra casa a pé

No outro dia lá nos Arcos eu andava

À procura da Dama do Cabaré*

Eu não sei bem se chorei no momento em que lia

A carta que recebi, não me lembro de quem

Você nela me dizia que quem é da boemia

Usa e abusa da diplomacia

Mas não gosta de ninguém.

(Disponível em https://www.letras.mus.br/noel-rosa-musicas/1285543/.

(*) "cabaré", na época da escrita d Noel Rosa, queria dizer apenas "casa de show".

Pode-se dizer que o TEXTO II apresenta, predominantemente, linguagem

culta, utilizando-se excessivamente de termos eruditos e rebuscados.

culta, com palavras de etimologia francesa e termos populares.

popular, com termos considerados chulos, típicos da boemia carioca.

popular, com gírias típicas da época e alguns desvios da linguagem culta.

popular, abusando de termos típicos da boemia carioca e licenças poéticas

A alternativa correta é a letra B. Esta questão avalia o conhecimento sobre Português. O gabarito comentado explica cada alternativa com base na legislação vigente e na jurisprudência dos últimos anos.

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